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  • Maria Mikowski

Mulheres na Construção Civil


"A área da arquitetura e engenharia é marcada pela presença masculina enquanto as mulheres são do sexo frágil e incapazes de desempenhar essas atividades".


Esse pensamento, apesar de lamentavelmente ainda existir, tem caído por terra e com o passar das décadas as mulheres tem mostrado como isso é uma mentira. Com mais espaço para o crescimento profissional, a inserção e destaque das mulheres na construção civil é uma tendência que se renova e se fortifica a cada ano.


Mesmo enfrentando diferenças salariais entre os gêneros, eventuais assédios no trabalho e piadas misóginas de mal gosto que refletem estereótipos, não há nada que pare uma mulher determinada a atingir a excelência em sua área de atuação e com disposição a mudar o mundo a sua volta.


Pelo mês de março ser lembrado como o mês das mulheres, é o momento perfeito para conhecer e reconhecer o trabalho duro de mulheres que fazem parte da história da construção civil e continuar valorizando-as em todas as épocas do ano.

A seguir, foi elaborada uma sequência de breves histórias sobre algumas das tantas mulheres que marcam essa área!


Anne Lacaton


Começando com a recém ganhadora do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2021, realizado na terça-feira dessa semana (16/03/2021), que foi concedido a ela e seu sócio Jean-Philippe Vassal, fundadores do escritório Lacaton & Vassal.


A dupla francesa é famosa por projetos de habitação sustentável e pelo Palais de Tokyo, uma galeria de arte contemporânea em Paris. Em três décadas de atuação, a firma vem se dedicando ao “enriquecimento da vida humana”, beneficiando os indivíduos e apoiando a evolução da cidade.


Marion Griffin


Ela foi uma arquiteta e artista nascida em Chicago, Estados Unidos, em 1871. Em um tempo em que estudar era um privilégio masculino, Griffin se formou pelo Massachusetts Institute of Technology (M.I.T.) e se tornou uma das primeiras mulheres do mundo a tornar-se arquiteta.


Foi a primeira mulher a ser contatada para trabalhar no escritório do famoso arquiteto Frank Lloyd Wright, onde ficou por quase 15 anos. Desenhava prédios, vitrais, painéis decorativos e móveis, porém, o crédito por suas belas obras ficava sempre para Wright.


O reconhecimento por seu trabalho veio apenas um século depois, quando o historiador de arquitetura Reyner Banham atribui a ela o título de “maior desenhista de arquitetura de sua geração”. Apesar disso, durante sua vida, seu talento era visto apenas como uma extensão do trabalho feito pelos homens do escritório.


Enedina Alves Marques


Ela é um grande nome nacional por ser a primeira Engenheira Civil do Paraná, formada pela UFPR no ano de 1945. Ganhou ainda mais destaque, pois, além de ser uma mulher no meio de homens, também era a única negra e sofreu muitos preconceitos e perseguições, o que a torna, também, a primeira mulher negra do Brasil a se formar nessa área.


Sua determinação e inteligência ganharam muita relevância. Grande parte de seu trabalho se deu no desenvolvimento do Plano Hidrelétrico do Paraná em diversos rios do Estado.


Maria do Amparo


É reconhecida como a primeira mulher mestre de obras da Bahia. Sua inserção na construção civil foi gradativa, passando por todos os cargos: Servente, carpinteira e pedreira, enfrentando muito preconceito por ser mulher durante todo seu percurso até o cargo de mestre de obras.


Atualmente, ela defende a presença de mulheres na área e contribui com o setor nos cargos de secretária da Mulher da Força Sindical e no Sintepav/Bahia.

Mesmo com muitos acreditando que eram incapazes de desempenhar essas atividades, elas não se abalaram com a falta de suporte e seguiram fazendo aquilo que se determinaram a aprender: Projetar e construir. Essas mulheres deixam seu legado na história da Arquitetura e da Construção Civil.


Existem tantas outras mulheres que não são tão conhecidas mas tem histórias fortes de resistência e inspiração. Você conhece alguma que se destaca ou se destacou nessa área? Conta pra gente!


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